Mostra Brasileira de Design da Informação

A Fábrica de Flusser

O zine foi desenvolvido a partir do conceito de “post-digital printing”, em que o digital e o físico coexistem e se influenciam mutuamente. Inspirado nas reflexões de Vilém Flusser, o projeto explora a dialética entre tecnologia e ser humano, destacando como as ferramentas moldam nossa existência nomundo. Utilizando o zine como suporte, aliar técnicas artesanais com impressão digital questionar a produção e circulação de conhecimento, resgatando a materialidade em um mundo digital.

Autores

  • Anna Carolina Pereira Barros
  • Caio Cesar de Albuquerque Silva
  • Heloisa Martins Alves dos Santos
  • Yasmin dos Santos Braz
  • Eduardo A B M Souza
  • Josinaldo Barbosa

Cliente

Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco

Ano

2024

Qual era o desafio?

O desafio era materializar o pensamento abstrato de Flusser em uma publicação sem perder sua profundidade. Precisávamos transformar conceitos filosóficos complexos em formas, cores, texturas ou processos que comunicassem as metáforas utilizadas nos conceitos de homem-mão, homem-ferramenta, homem-aparelho eletrônico. A solução foi criar uma narrativa gráfica que não apenas ilustrasse, mas pensasse junto com Flusser – onde tipografia, diagramação e elementos visuais se tornassem extensões do raciocínio do autor, traduzindo sua teoria em experiência sensível.

Qual foi a solução?

A solução foi um fanzine que traduz Flusser tanto nos métodos de impressão quanto nos elementos gráficos. Cada página deve materializar um conceito – a mão, a ferramenta, a máquina, o aparelho – criando um objeto tátil que não apenas explica, mas performa sua teoria. As sobreposições convidam o leitor a desmontar e remontar as ideias, como Flusser propõe com a mídia.

Quais foram os resultados?

O resultado é um fanzine A4 em duas cores, onde cada técnica de impressão ativa um diálogo com Flusser: o laser traduz precisão técnica, os tipos móveis materializam a cultura tipográfica, e os carimbos convidam à intervenção manual. O ato de leitura, desdobrando o formato, faz com que o leitor participe dessa leitura com o corpo: um objeto que não apenas se lê, mas se executa, tornando visível o gesto filosófico.

Equipe

Anna Carolina Pereira Barros; Caio Cesar de Albuquerque Silva; Heloisa Martins Alves dos Santos; Yasmin dos Santos Braz (designers e impressores)