Com foco na experimentação visual da linguagem, o alfabeto Água Viva consiste na criação de uma tipografia experimental. Foi a partir de tipos cortados em uma plotter, uma luminária, um recipiente com água e uma câmera fotográfica que houve a captação do movimento da água e, consequentemente, da forma tipográfica. A fotografia, o design e a experimentação levaram à exploração no campo do design gráfico ao buscar por novos meios e processos criativos.
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco
2022
Criação de um abecedário experimental, utilizando tanto técnicas manuais como técnicas digitais, desde que fuja da convencionalidade e direcione um foco maior a experimentação visual da linguagem.
Utilização de materiais básicos do cotidiano para a criação do que podemos chamar de novo. Para isso, utilizou-se tipos recortados em uma plotter, um recipiente com água, uma luminária e uma câmera fotográfica. Nosso material principal foi, essencialmente, a água. Ao colocarmos os tipos no recipiente, captamos a movimentação do líquido aquoso com a ajuda da fotografia e do ambiente iluminado. O movimento da água sob as tipos colocadas no recipiente criou uma variedade de formatos de letras, atingindo um nível de experimentação muito satisfatório. Foi possível, então, alcançarmos nosso objetivo.
Reunimos as diversas fotografias das letras feitas com a água e editamos, por meio do photoshop, as selecionadas. O fazer manual alinhou-se ao digital, nesse sentido. Ao selecionarmos as 26 letras do alfabeto brasileiro, tivemos como resultado um formato tipográfico singular e até então nunca reproduzido no campo da comunicação visual.
Cris Pereira, João Henrique e Thalita Macedo