A pixação, frequentemente reduzida à noção de vandalismo, é aqui abordada como linguagem visual marginal, observado como um sistema gráfico espontâneo. Este infográfico propõe uma leitura informacional e estética da pixação, buscando auxiliar artistas, habitantes e designers a analisarem seus códigos e significados. Assim, contribuindo para a compreensão desse fenômeno urbano, mas também, sua atuação na construção de narrativas e memórias coletivas na paisagem das cidades.
Projeto desenvolvido como trabalho de conclusão de curso para universidade federal de campina grande, no curso de bacharel em design e refinado para a submissão da mostra.
2024
Lassala (2017) aborda que o maior problema para a compreensão das pixações, são porque na rua elas acontecem de forma caótica, onde nada parece escapar dessa camada marginal de tinta. Por tanto, gera esse sentimento de insatisfação em que observa por não compreender a mensagem, embora a base do movimento seja a comunicação entre os próprios integrantes, é necessário despertar um novo olhar da população para essas obras. O público-alvo são as pessoas que transitam na rua e no cotidiano nas cidades que têm pixações, movimento do brasil. Os requisitos para a construção precisa partir da interpretação dessa mensagem a partir do significante visual, assim como as superfícies do material trabalhado.
Para a solução foi realizado um infográfico que explique e auxilie no entendimento da pixação como forma de linguagem urbanas e comunicação da juventude contemporânea. A análise do significante visual por meio da semiótica apresentado por Martine Joly (1994) onde analisa-se a mensagem icônica, plástica e linguística, assim como a tipologia da pixação acompanhada de sua modalidade, mas também a superfície e o material escolhido para a execução da tela. Assim, inspirado na análise de Lassala sobre as tags retas a partir de um mapa mental explicativo, desenvolvemos esse projeto com o objetivo do habitante olhar para as ruas com um novo olhar.
Com base nas análises do tcc, juntamente com a pesquisa qualitativa com 5 pixadores, 4 adeptos e 2 designers especialista em análise visual, foi realizada a hierarquia de informações e em seguida desenvolvido o esboço do mapa mental. A pixação ela possui quatro categorias de compreensão, como a tag reta, o xarpi (letra cursiva), grapixo e bomb. Onde o usuário pode encaixar as análises de cada uma dessas categorias preenchendo as informações dos respectivos espaços no mapa mental, para assim obter uma análise visual completa, auxiliando futuros estudos no campo no design e nas tipografias de rua.
Prof. Cleone Ferreira de Souza (direção de arte e auxilio com o inforgráfico), Wellington Gomes de Medeiros (professor orientador do TCC)or