Mostra Brasileira de Design da Informação

Sistema Unificado de Tradução Visual

O Sistema Unificado de Tradução Visual propõe a integração das técnicas de alto relevo, uso representacional de texturas e escultura para tornar obras de artes visuais bidimensionais acessíveis a pessoas cegas e de baixa visão. Através da análise iconográfica de Panofsky, e testes com usuários, o sistema permite uma experiência sensorial eficiente que contempla três camadas de informação traduzida: visual-tátil, visual-textual, e visual-sonoro, favorecendo a fruição artística da obra.

Autores

  • Igor Santos Affonso
  • João Marcos Bittencourt
  • Julia Giannella

Cliente

Revista Desvio - Exposição Coemergências V PEGA | UFF - Universidade Federal Fluminense

Ano

2024

Qual era o desafio?

Eliminar a barreira comunicacional enfrentada por pessoas cegas e de baixa visão para o acesso equitativo deste público a obras de artes visuais, tradicionalmente voltadas à percepção visual do indivíduo. O desafio consistiu em traduzir visualmente as obras de forma sensorial alternativa às técnicas isoladas, tradicionalmente empregadas nesse contexto, e acessível, considerando as limitações visuais, recursos simples e de baixo custo, e um público diverso em espaços de baixa infraestrutura.

Qual foi a solução?

A solução foi o desenvolvimento de um sistema de tradução visuo-tátil numa prancha, com planos sobrepostos, relevos e texturas contrastantes. A tradução se apoia na análise iconográfica de Panofsky para seleção e segmentação dos elementos visuais de maneira mais precisa. Além da imagem tátil, o sistema inclui ficha técnica, descrição visual em fonte ampliada, tradução em Braille e audiodescrição via QR code tátil, garantindo legibilidade, autonomia e fruição artística adaptada ao público-alvo.

Quais foram os resultados?

O sistema unificado de tradução tátil possibilitou a compreensão sensorial tátil-auditiva da obra por pessoas com deficiência visual e videntes, promovendo inclusão e autonomia em exposições de artes visuais. Derivado de experimento acadêmico (TCC), validou técnicas de tradução visual com usuários cegos e em espaços expositivos e ampliou a discussão sobre acessibilidade comunicacional de imagem para outros sentidos além da visão em contextos de poucos recursos.

Equipe

Igor Affonso - estudante, designer, pesquisador e desenvolvedor | João Marcos Bittencourt - Professor orientador | Júlia Rabetti Giannella - Professora orientadora